A oferta da moeda (meios de pagamento M1) no Brasil tende a se expandir se as autoridades monetárias
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As políticas de afrouxamento monetário (Quantitative Easing), que vêm norteando as políticas monetárias do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) e do Banco Central Europeu (BCE), desde a crise financeira global de 2008, são consideradas políticas monetárias não convencionais, porque, na prática, acarretam
O Sistema Financeiro abriga o conjunto dos mercados monetário, cambial, de crédito e de capitais. No trecho seguinte, Mário Henrique Simonsen e Rubens Penha Cysne definem, de forma simplificada, o Sistema Monetário:
O conjunto formado pelo Banco Central e pelos bancos comerciais recebe a denominação de Sistema Monetário. Trata-se do conjunto de instituições responsáveis pela criação de moeda, em sua versão mais estrita (o chamado M1).
SIMONSEN, M.H. e CYSNE, R. P. Macroeconomia, 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995, p.6. Adaptado.
No mercado monetário brasileiro, os bancos comerciais criam moeda nacional quando aumentam as(os)
Desde 1999, o Brasil adota o regime de metas de inflação, que se caracteriza pelo anúncio prévio de uma meta para a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A principal variável operacional de política monetária utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação é a
Com evidências do enorme descolamento entre as taxas de juros de curto e de longo prazo no Brasil, o texto abaixo reproduz matéria jornalística, publicada no início de agosto de 2020, dando conta da enorme incerteza futura associada aos impactos adversos decorrentes da crise pandêmica da Covid-19 sobre a economia brasileira.
Os juros futuros encerraram os negócios desta segunda-feira em alta firme, afetados por um movimento de maior incorporação de prêmio de risco ao longo da curva a termo, especialmente nos trechos mais longos (com vencimento no longo prazo). No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 passava de 1,87% no ajuste anterior para 1,88%; a do DI para janeiro de 2022 ia de 2,65% para 2,67%; a do contrato para janeiro de 2023 subia de 3,76% para 3,79%; a do DI para janeiro de 2025 escalava de 5,40% para 5,47%; e a do contrato para janeiro de 2027 saltava de 6,35% para 6,43%.
REZENDE, V. Risco fi scal leva a alta das taxas de juros futuros e curva tem maior inclinação desde fi m de junho. Valor Econômi- co, 10/08/2020. Disponível em: <https://valorinveste.globo.com/ produtos/renda-fixa/noticia/2020/08/10/risco-fiscal-leva-a-alta-das-taxas-de-juros-futuro-e-curva-tem-maior-inclinacao-desde-fi m-de-junho.ghtml>. Acesso em: 7 fev. 2021. Adaptado.
Para minorar os impactos da crise, a Emenda Constitucional no 106, de 7 de maio de 2020, conhecida como o “Orçamento de Guerra”, instituiu uma diversidade de medidas nos âmbitos fiscal, financeiro e de contratações para enfrentamento da calamidade pública nacional, decorrente da pandemia da Covid-19. Dentre as medidas aprovadas, o Banco Central do Brasil ficou autorizado, temporariamente, a operar com instrumentos de política monetária considerados não convencionais.
A medida de política monetária não convencional, por parte do Banco Central do Brasil, que poderia ter estimulado a redução das taxas de juros de longo prazo no ano passado é a
A pandemia do coronavírus, declarada em março de 2020, alterou significativamente as relações sociais e econômicas ao redor do globo. Em resposta, autoridades mundiais atuaram tempestivamente, recorrendo a instrumentos monetários para dinamizar a economia, associando estímulo monetário com controle inflacionário.
Com essa finalidade, no Brasil, em agosto de 2020, o Banco Central do Brasil (Bacen) anunciou a utilização de um instrumento denominado
Dentro do Sistema de Metas para a inflação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelece a meta para a inflação. A partir dessa meta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (Bacen) reúne-se periodicamente para analisar a economia brasileira.
Nesse contexto, é atribuição do Copom
Considere o seguinte trecho de reportagem publicada no jornal Valor Econômico, em 3 de novembro de 2020:
O plenário do Senado aprovou, agora há pouco, um projeto que possibilita ao Banco Central substituir as operações compromissadas pelo depósito voluntário remunerado das instituições financeiras. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados. TRUFFI, R.; LIMA, V. Senado aprova projeto que permite ao BC usar depósitos voluntários. Valor Econômico, 3/11/2020. Disponível em: <https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/11/03/ senado-aprova-projeto-que-permite-ao-bc-utilizar-depositos-voluntarios.ghtml>. Acesso em: 27 jan. 2021.
O principal argumento em defesa da adoção de depósitos das instituições financeiras, remunerados pelo Banco Central do Brasil (BCB), é que esse mecanismo adicional de política monetária
Um dos fatos mais comemorados pelos analistas econômicos no Brasil foi a queda histórica das taxas de juros básicas de curto prazo (Selic), ocorrida nos últimos três anos. Entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2021, a Selic havia recuado de 6,75% a.a. para 2,00% a.a.
Considerando-se o arcabouço da política monetária vigente no Brasil, baseado no regime de metas para a inflação, os dois fatores que permitiram tamanha queda dos juros básicos no Brasil no período foram a